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Escrito por joenckmattge às 05h12 PM
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Escrito por joenckmattge às 05h05 PM
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Escrito por joenckmattge às 04h49 PM
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Escrito por joenckmattge às 04h35 PM
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Escrito por joenckmattge às 04h18 PM
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Escrito por joenckmattge às 03h43 PM
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Layout Por Gildete joenck


 







Escrito por joenckmattge às 03h38 PM
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Honoris Causa
Aos 25 anos, trabalhando para Lohner, Ferdinand Porsche criou
o Chaise, uma estranha carruagem dotada de motores elétricos
montados nos cubos das rodas dianteiras. Esse carro foi premiado
na Exposição Mundial de Paris em 1900. Já nesse trabalho
era bem perceptível a grande importância que o engenheiro dava
à estética e aos contornos dos automóveis. A parte externa tinha
de ser bastante harmoniosa e bem atrativa, um cuidado que foi
observado nos mínimos detalhes.
Mais tarde, a empresa onde ficava a fábrica Lohner foi obrigada
a vender os negócios de carruagens elétricas para a Austro-
Daimler. Pouco depois, Porsche foi transferido para a
empresa austríaca, onde foi treinado em 1906 para ser seu
principal projetista. Um dos seus projetos mais marcantes foi
o “85-horsepower”, um carro aerodinâmico especialmente
criado para o príncipe Henry da Áustria. Dez anos depois, ele
se tornaria diretor técnico e, no ano seguinte, Porsche receberia
o título de engenheiro honoris causa da Universidade de
Viena. Posteriormente, recebeu a mesma homenagem da Universidade
de Stuttgart.
Enquanto Porsche trabalhava como diretor técnico da Austro-
Daimler, que fabricava modelos de luxo nos anos 1920, ele
começou a desenvolver carros de corrida e a dividir-se entre a
função de projetista e piloto de teste. No ano de 1922 chegou
a ganhar algumas corridas com as suas criações. Foram 43
vitórias. Nessa época, ele colaborou também para a criação
de carros históricos como o Mercedes S, SS, SSK e SSKL. Em
1928 ele saiu da empresa, depois de 20 anos. É que, dois anos
antes, houve uma fusão da Daimler e da Benz, e as coisas não
ficaram boas para Porsche. O motivo da saída foi a discordância
com outro engenheiro da empresa: Hans Nibel.
Porsche não desenvolvia apenas veículos, ele também chegou
a dar vida a muitos motores de avião. Com seu grande
talento, era bastante visado por outras empresas e acabou sendo
convidado para trabalhar na Steyr da Áustria.
FERDINAND PORSCHE
Escrito por joenckmattge às 01h26 PM
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A HISTÓRIA DO FUSCA E DE
SEUS “MODELOS IRMÃOS”
A criatura, o criador e o ditador
Uma lista dos ícones do século XX teria necessariamente de incluir o Fusca. Durante cerca de
60 anos, o carrinho – um dos seus muitos apelidos carinhosos – habitou o imaginário de pessoas
do mundo todo. O conceito de carro do povo, sua atuação na Segunda Guerra Mundial,
as competições e brincadeiras em torno do Fusca até sua recente transformação em carro
esportivo de luxo fizeram do Volkswagen Sedan certamente o carro mais popular do século
passado. E seria impossível contar a história da trajetória do Fusca sem mencionar duas importantes
figuras que estiveram por trás da idealização do projeto. Um deles é considerado um
gênio da indústria automobilística; o outro foi um dos maiores e mais temíveis ditadores do
século XX. Ambos, coincidentemente, austríacos.
O ditador foi Adolf Hitler, o nazista que fez a Alemanha renascer dos escombros da Primeira
Guerra Mundial na Fênix de uma potência militar que abalou o mundo e determinou o
fim da Era Moderna. O gênio mecânico era Ferdinand Porsche, um engenheiro autodidata que
nasceu em Maffersdorf, uma pequena cidade nos confins do Império Austro-Húngaro e que
hoje fica na República Checa.
FERDINAND PORSCHE
Sua dedicação ao desenvolvimento de
automóveis se confunde com o surgimento
da indústria automobilística.
ESPARTANO, MAS EFICAZ
Essa era a filosofia dos primeiros Volks,
um carro popular, raro em sua época,
mas o conceito se tornaria comum a
partir da década de 1990.
Escrito por joenckmattge às 01h25 PM
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Desde jovem, Porsche já demonstrava
uma grande habilidade
em mecânica, e quando completou
18 anos foi indicado para
uma vaga de trabalho em Viena
na empresa Bela Egger. Seu talento
natural e seus conhecimentos
técnicos eram tantos que em
poucos anos foi promovido ao
cargo de diretor de testes e desenvolvimento
da empresa. Nessa
época ele começou a freqüentar
aulas noturnas em uma Universidade
de Tecnologia. Esse foi o
único diploma de engenharia que
teve em toda a sua vida. Depois
de cinco anos em Viena, foi trabalhar
com Jacob Lohner.
10 ALMANAQUE DO FUSCA
Escrito por joenckmattge às 01h24 PM
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Em 1926 a Daimler associa-se à Benz & Cia., nascendo então a Daimler-Benz, a partir dessas que eram as empresas mais antigas de motores existentes. O nome “Mercedes” era da marca Daimler-Benz, que posteriormente passou a se chamar Mercedes-Benz.
Ferdinand Porsche tomou lugar no desenvolvimento de algumas Mercedes, inclusive a famosa SSK, tendo anteriormente experiência em projetos de carros de corrida.
Já em 1929, Porsche muda de empresa e vai para a Steyr, desenvolvendo dois automóveis para esta empresa, incluindo uma limusine aclamada no Salão de Paris de 1929. Apesar dos novos sucessos na Steyr terem sido bem sucedidos, a empresa veio a fechar pouco tempo depois. |
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Já consagrado e procurando se estabelecer por conta própria, Porsche inaugura um estúdio de desenho em Stuttgart, chamado Porsche Bureau, no primeiro dia do ano de 1931, que passou a prestar serviços de consultoria a empresas automobilísticas.
Em 1932 uma delegação russa visita Porsche e o convida para imigrar para a União Soviética e lá se estabelecer. A proposta era muito boa, por oferecer moradia à sua família e condições para desenvolver um veículo popular. Porsche visitou a União Soviética para estudar a proposta, mas acaba por recusá-la. |
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A sua empresa se consultoria recebeu a visita de um representante da companhia de motocicletas Zündapp, Fritz Neumeyer. A Zündapp também acreditava que um carro popular faria sucesso, e dessa união de interesses em comum começa Porsche a trabalhar efetivamente no desenvolvimento do tão sonhado veículo popular: surge o Projeto No. 12, que tem três protótipos construídos mas que não foi adiante em produção – um deles existiu até 1944, quando foi destruído em um bombardeio na fábrica de Wolfsburg. |
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Uma outra empresa de motocicletas, chamada NSU, também se mostrou interessada em desenvolver um projeto de carro popular. Porsche novamente trabalha em cima do projeto e três protótipos são construídos: é o NSU Tipo 32, que sai ainda em 1934. Este modelo já traz características que teriam presença na versão definitiva anos depois, tais como o motor traseiro e refrigerado a ar, faróis incorporados aos pára-lamas e silhueta da carroceria. Novamente o projeto não vai pra frente por motivos de força maior, e o carro não entra em linha. Um desses protótipos sobreviveu e ficou em uso até os anos 50, quando foi localizado pela Volkswagen e então adquirido, e até hoje se encontra no AutoMuseum. |
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Com a ascensão do partido Nacional Socialista na Alemanha, em 1933, o governo alemão tem interesse em um veículo popular, e esses interesses vão em encontro com os projetos de Porsche. Após uma série de negociações nos anos seguintes, Porsche continua a trabalhar no veículo popular, dessa vez com auxílio do governo, e finalmente o carro tem condições de sair.
Vários outros protótipos foram construídos, sempre recebendo melhorias, tais como o V 1, o V 2, o VW 3 e o VW 30. Esses protótipos foram testados exaustivamente por anos a fio, e acabariam por resultar no VW 38, com uma série de 44 exemplares, que já apresentavam as formas definitivas do carro: é 1937. O sonho de Porsche está realizado, e começa a construção da fábrica que o produziria por décadas. |
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Como o objetivo dessa reportagem é trazer a biografia de Porsche, não entraremos na história do Fusca em pormenores, mas cabe aqui dizer que o carro – o KDF-Wagen – começou a ser produzido em um sistema de consórcio, em que os interessados em comprá-lo preenchiam um álbum que, uma vez completo, dar-lhes-iam direito a um KDF. A Segunda Guerra interrompe a produção da versão civil (que nunca seria entregue aos seus consorciados, que precisaram processar a fábrica já nos anos 50 para ser indenizados), e versões militares são construídas a partir da mecânica Volkswagen (“carro do povo”).
Ao final da guerra parece que o sonho de Porsche teria fim, e em junho de 1945 o exército norte-americano interroga Porsche sobre sua participação nos planos do governo alemão. Ele é preso e transferido por oficiais franceses para Paris, sendo liberto em 1947. Na França chegou a colaborar com a Renault. |
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A fábrica do carro do povo, a Volkswagenwerk, quase que totalmente destruída durante a Guerra por bombardeios aliados, foi gerenciada pelos ingleses após o fim do conflito, reconstruída e continuou a fazer o veículo popular idealizado por Porsche. A partir de 1946 a produção é regularizada, e progressivamente mais e mais Volkswagens ganham as ruas. Finalmente o sonho de décadas do projetista Ferdinand Porsche se realiza plenamente, e ele ainda é vivo para ver... |
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Ainda enquanto Porsche estava preso, seu filho Ferry iniciara um projeto de um carro esportivo, e após a libertação ambos começam a trabalhar neste projeto, cujo nome seria “Porsche”... nascia um dos carros esportivos mais famosos de todos os tempos, que até hoje se reinventa em versões modernas. O protótipo do esportivo fica pronto em 1948, aproveitando a mecânica do Volkswagen, e recebe o nome de “356”. No inverno de 1948-49 a produção é iniciada, artesanalmente, e com a posterior construção da fábrica, na própria Stuttgart, o carro começa a ser fabricado em escala maior... O esportivo Porsche começa a ganhar fama e conquista muitos automobilistas, passando por melhorias que o tornam referência.
Em 1950, no seu aniversário de 75 anos, vários admiradores do esportivo vão a Stuttgart para homenageá-lo, gesto esse que o toca profundamente.
A 30 de janeiro de 1952 Ferdinand Porsche falece, deixando-nos uma verdadeira lição de vida: persistindo por décadas em seu sonho de um carro popular, ensinou-nos a importância de investirmos em nossos projetos e de resistirmos às intempéries, e, de lambuja, é fruto do seu sonho o mais fantástico veículo de todos os tempos, o Fusca – objeto de nossa paixão, pelo explicável e pelo inexplicável... |
Imagens de interesse.
 Rara foto colorida de Ferdinand Porsche e Adolf Hitler examinando o KDF cabriolet
Escrito por joenckmattge às 01h16 PM
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Esta reportagem exclusiva da Confraria do Fusca pretende apresentar uma breve biografia do criador do Fusca, Ferdinand Porsche, nome bastante familiar aos entusiastas, mas que cuja vida pouco ainda nos é conhecido. |
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Ferdinand Porsche A vida do criador (1875 – 1952) |
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Ao contrário da maioria dos carros, o Fusca tem sim um único criador, um projetista que o desenvolveu. Enquanto que quase todos os carros são desenvolvidos por equipes, cada qual com uma área específica, o Fusca, por ter sido inicialmente um projeto não-veiculado a uma montadora e por ter sido idealizado em outra época, tem em Ferdinand Porsche o homem que o projetou.
Ferdinand Porsche nasceu a 30 de setembro de 1875, na Boêmia, hoje parte da República Tcheca. Desde muito jovem demonstrou interesse por mecânica e por uma então novidade do seu tempo: a luz elétrica.
Aos 18 anos foi para Viena como estudante e com emprego na empresa Bela Egger, que produzia equipamentos elétricos. Lá trabalhou como técnico, e tamanho foi o seu talento para as máquinas que em apenas quatro anos já era um dos gerentes da empresa, na área de testes. |
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É necessário lembrar que o final do século XIX foi um período de grande desenvolvimento científico e tecnológico: fotografia, energia elétrica, motor a combustão, telefone, telégrafo, aparelho de rádio, o avião, tudo isso estava em pleno desenvolvimento naquela época. Porsche demonstrara grande talento para as tecnologias e o momento histórico que vivenciou foi propício para que suas habilidades fossem aplicadas.
Os automóveis, nas duas últimas décadas do século XIX, ainda não passando de carroças sem cavalo e com pequenos motores, começavam a ganhar o mundo. Sua produção era artesanal e limitadíssima (passaram a ser produzidos em grande escala somente com o Ford modelo T, já em 1908), e os preços, por conseguinte, elevados demais. |
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Ainda em 1898 Porsche é contratado pela Jacob Lohner & Company, empresa esta que construía carruagens mas que passou a acreditar no futuro do automóvel, invenção que prometia muito. A aposta desta empresa foi não nos motores a combustão, mas nos motores elétricos. Porsche desenvolve vários protótipos, e na Exposição Universal de Paris, em 1900, evento celebradíssimo mundialmente, apresenta um automóvel elétrico – o primeiro automóvel desenvolvido pelo homem que, trinta anos depois, começaria o que se tornou seu maior projeto, o Fusca. Por este primeiro projeto de carro elétrico Ferdinand Porsche ganha um dos Grandes Prêmios da exposição, e passa ser conhecido no meio. |
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Em 1905 Porsche aceita um convite da Austro-Daimler e passa a trabalhar para esta firma, e em um ano logo é promovido a Diretor Técnico. Desenvolve então um novo veículo, chamado Maja, já a gasolina e com transmissão de quatro marchas.
Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Porsche, ainda na Daimler, desenvolve motores de avião. Mas com a derrota do lado Alemanha / Império Austro-Húngaro / Império Otomano / Bulgária a empresa passa por dificuldades econômicas, dada a recessão financeira do período pós-guerra: era pouca a demanda por automóveis, até então sempre caros, pois poucos no pós-guerra podiam comprá-los. Porsche começa então a idealizar um automóvel que, seguindo o exemplo do Ford modelo T, fosse popular. Entretanto, poucos na empresa se animam com esta idéia. Logo, vemos aqui que grande bobagem é a famosa inverdade que diz que “o Fusca foi encomendado por Hitler”; a idéia do carro popular de Porsche já vem da época do imediato pós-Primeira Guerra Mundial, conflito este em que Hitler ainda era mero soldado raso... levar o Fusca a sério é não distorcer a história, apresentando os fatos em si. |
Escrito por joenckmattge às 01h15 PM
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Ferdinand PorscheProfessor Doktor Ingenieur Honoris Causa (Dr. h.c. Ing.) Ferdinand Porsche ( 3 de setembro de 1875 – 30 de janeiro de 1951) foi um engenheiro automotivo austríaco famoso durante sua carreira pelos projetos inovadores, e famoso nos dias de hoje pelo desenvolvimento do VW Fusca. Juntamente com seu filho e equipe, foi responsável pela construção do primeiro Porsche 356 - e pela fundação da própria Porsche, por conseqüência.Seu nome é pronunciado em alemão "PORCH-a", e não "PORCH", e parece estar relacionado ao sobrenome checo "Boreš" [boresh] (ou vice versa).
JuventudePorsche nasceu em uma família de língua alemã na cidade de Maffersdorf ( Vratislavice nad Nisou), região da Boêmia, Áustria-Hungria. Seu local de nascimento é hoje parte da cidade de Liberec, República Checa. Porsche é mais conhecido pelo desenho do primeiro Volkswagen Käfer (no Brasil conhecido como Fusca, e em Portugal como Carocha) e por suas contribuições ao projeto de tanques de guerra alemães, modelos Tiger I, Tiger II e Elefant. Adolf Hitler condecorou Porsche em 1937 com o Prêmio Nacional Alemão das Artes e Ciências, uma das raras condecorações do Terceiro Reich.Seu filho Ferry Porsche, é o epônimo para os automóveis Porsche, os quais, de início, foram baseados em grande parte no design do Fusca/Carocha.Desde muito jovem, Porsche demonstrou grande aptidão para trabalhos mecânicos. Ele teve aulas noturnas na Escola Técnica Imperial (atualmente um ginásio na República Checa) em Liberec, enquanto ajudava seu pai em sua loja durante o dia. Graças a uma indicação, Porsche conseguiu um emprego com Bela Egger em Viena quando tinha 18 anos. Passou a freqüentar a Universidade daquela cidade sempre que podia. Excluindo-se as aulas que teve ali, Porsche não teve nenhuma educação superior em engenharia.
Primeiros modelosApós 5 anos de trabalho com Bela Egger, Porsche trabalhou com o fabricante de carruagens local Jakob Lohner & Co. Ele se sentira atraído pela nascente indústria automobilística, e Jakob Lohner começou a construir automóveis em 1896 sob o comando de Ludwig Lohner no subúrbio vienense de Floridsdorf.Seu primeiro projeto, lançado em 1898, ficou conhecido como "Sistema Lohner-Porsche", uma carruagem movida por um motor de combustão interna e com um sistema de direção híbrido, composto de quatro motores elétricos montados nas rodas. Eles apresentaram o carro na Exposição Universal de 1900 em Paris. A carruagem, que atingia 56 km/h, quebrou vários recordes de velocidade na Áustria, e também venceu o rali de Exelberg em 1901, dirigida pelo próprio Porsche. Posteriormente foi melhorada com motores Daimler e Panhard, mais potentes, que lhe deram outros recordes de velocidade. Mais de 300 carruagens Lohner-Porsche foram vendidas ao público. Em 1905, Porsche foi agraciado com o Prêmio Poetting como o mais destacado engenheiro automotivo austríaco.Em 1902, Porsche fez o serviço militar. Serviu como motorista ao arquiduque Francisco Fernando, príncipe cujo assassinato desencadearia a Primeira Guerra Mundial na década seguinte.Em 1906 a Austro-Daimler recrutou Porsche como seu projetista chefe. O veículo mais famoso de Porsche na Austro-Daimler foi construído em 1910, e homenageava o príncipe Heinrich, irmão do Kaiser Guilherme II. Examplares deste modelo aerodinâmico com motor de 85 HP (63 kW) chegaram nos três primeiros lugares, e o modelo tornou-se mais conhecido pelo apelido "Prince Henry" e não por seu nome original, "Modell 27/80".O principal negócio da Austro-Daimler, porém, era a fabricação de armas de guerra: caminhões, canhões motorizados e aviões. Porsche tornou-se gerente geral da empresa em 1916 e recebeu um grau honorífico de doutor, "Dr. techn h.c." da Universidade Técnica de Viena em 1917 (daí o "Dr. Ing h.c" em seu nome, que significa "Doktor Ingenieur Honoris Causa"). Porsche continuou a construir automóveis de competição com êxito, ganhando 43 de 53 corridas com o seu modelo de 1922. No ano seguinte, saiu da Austro-Daimler após divergências sobre os rumos futuros no desenvolvimento dos automóveis.Alguns meses depois ele começou a trabalhar como diretor técnico na Daimler Motoren Gesellschaft, em Stuttgart, a qual já na época era um importante pólo automotivo. Ele recebeu outro doutorado honorário da Universidade Técnica de Sttutgart por seu trabalho na Daimler, e posteriormente um título honorário de professor. Ainda na Daimler Motoren, ele desenvolveu diversos projetos de automóveis de corrida, que dominaram as competições dos anos 1920.Em 1926 a Daimler Motoren Gesellschaft e a Benz & Cie fundiram-se na Daimler-Benz, e seus produtos em conjunto passaram a serem conhecidos como Mercedes-Benz. O conceito de Porsche sobre um automóvel Mercedes-Benz pequeno e de baixo peso, entretanto, não teve aceitação pela diretoria da Daimler-Benz. Ele saiu da empresa em 1929 e foi para a Steyr, mas a Grande Depressão trouxe o colapso desta última e Porsche terminou desempregado.Em abril de 1931 Porsche fundou sua própria empresa de consultoria, Dr. Ing. h.c. F. Porsche GmbH, Konstruktionen und Beratungen für Motoren und Fahrzeugbau em Stuttgart, para onde retornou. Sua equipe de trabalho incluía seu filho, Ferry Porsche (Ferdinand Anton Ernst Porsche). O primeiro projeto desta equipe foi o desenho de um carro médio para a fabricante Wanderer. Logo surgiram outros.
O Volkswagen e outros projetosConforme o negócio crescia, Porsche decidiu trabalhar em seu próprio desenho, que era uma reincarnação do pequeno carro-conceito de seus dias na Daimler-Benz em Stuttgart. Ele financiou o projeto com um empréstimo do seu seguro de vida. Posteriormente a fábrica Zündapp decidiu ajudar a patrocinar o projeto, mas perdeu interesse após conseguir sucesso com suas motocicletas. Mais tarde a automotiva NSU também decidiu patrociná-lo, porém também desistiu devido aos altos custos. Depois disso, ninguém parecia interessado num projeto desse tipo, até que Adolf Hitler incluiu em sua agenda a idéia de motorizar o país, e que todo alemão deveria ter um automóvel ou um trator no futuro. Em junho de 1934, Porsche conseguiu um contrato para construir três protótipos baseados em seu desenho. Os três carros ficaram prontos no inverno de 1936. A Daimler-Benz foi contratada para construir outros 30 protótipos. Uma nova cidade, "Stadt des KdF-Wagens" próxima a Fallersleben foi fundada para sediar a fábrica. A cidade hoje se chama Wolfsburg e ainda é a sede da Volkswagen.Mais ou menos nessa época, Porsche desenhou um carro de corridas para a Auto Union a fim de competir com os "Flechas de Prata" (Silver Arrows) da Daimler-Benz. O carro ficou conhecido pelo nome "P-Wagen" e foi tanto inovador quanto bem sucedido.Ferdinand Porsche se envolveu com a construção da fábrica em Wolfsburg. Ele passou seus projetos de competição para o filho Ferry. Ferdinand também aceitou outros projetos do Terceiro Reich, incluindo o desenho de tanques de guerra tais como o modelo Elefant.Após a guerra, em novembro de 1945, Porsche foi solicitado a continuar o desenho do Volkswagen na França e para deslocar a fábrica e seus equipamentos para aquele país como reparações de guerra. Diferenças de opinião dentro do governo francês e objeções da indústria automotiva francesa abortaram esta idéia antes que se iniciasse. Ferdinand Porsche, Anton Piëch e Ferry Porsche foram presos como criminosos de guerra a 15 de dezembro de 1945. Ferry foi libertado, mas Ferdinand e Anton foram mantidos numa prisão em Dijon por 20 meses sem julgamento.Enquanto Ferdinand esteve preso, Ferry tentava manter a empresa funcionando. Um contrato com Piero Dusio foi concluído para participação em um "Grand Prix" com o modelo 360 Cisitalia. O carro nunca participou de competições, porém o dinheiro que a Porsche recebeu foi usado para libertar Ferdinand da prisão francesa.Eles também consertavam carros, bombas d'água e guinchos. A empresa também iniciou um novo projeto, o Porsche 356, o primeiro veículo a ter a marca Porsche. A empresa se localizava em Gmünd, na época território austríaco, onde se instalaram oriundos de Stuttgart a fim de se abrigarem dos bombardeios aliados. A empresa começou a fabricar o Porsche 356 numa antiga serraria em Gmünd. Eles fabricaram 49 carros inteiramente à mão.A família Porsche retornou a Stuttgart em 1949 sem saber como reiniciar seus negócios. Os bancos não lhes davam créditos pois as fábricas continuavam sob embargo americano e não podiam ser oferecidas em garantia. Assim Ferry Porsche pegou alguns dos veículos da série limitada do 356 feitos em Gmünd e visitou revendedores Volkswagen para levantar alguns pedidos. Ele solicitou aos compradores que pagassem o valor de um dos veículos como adiantamento. Ele substituiu assim o crédito bancário por adiantamentos de pagamento como fonte de recursos e escreveu uma carta ao diretor do banco agradecendo-o pela recusa.A versão em série produzida em Stuttgart tinha uma carroceria de aço soldada a um chassis com plataforma tubular central ao invés da carroceria de alumínio usada na pequena série feita em Gmünd. Quando Ferry Porsche reativou a empresa, ele pensava numa produção próxima de 1500 unidades. Mais de 78.000 Porsche 356 foram fabricados nos 17 anos seguintes.
Final da vidaPorsche foi posteriormente contratado pela Volkswagen para consultoria adicional, e recebeu royalties por cada Volkswagen do Tipo I (Fusca) fabricado. Isto o deixou em situação financeira confortável, pois mais de 20 milhões de unidades do carro foram produzidas.Em novembro de 1950, Porsche visitou a fábrica da Volkswagen em Wolfsburg pela primeira vez desde o final da Segunda Guerra Mundial. Durante a visita, conversou com o então presidente da fábrica, Heinrich Nordoff, sobre o futuro do VW Fusca, o qual já estava sendo produzido em grande escala.Poucas semanas depois, Ferdinand Porsche sofreu um derrame, do qual não se recuperou completamente, vindo a falecer a 30 de janeiro de 1951.Em 1996, ele foi indicado para o "International Motorsports Hall of Fame", e em 1999 recebeu o título de "Engenheiro Automotivo do Século".
Escrito por joenckmattge às 01h08 PM
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[editar] O Volkswagen e outros projetos
Conforme o negócio crescia, Porsche decidiu trabalhar em seu próprio desenho, que era uma reincarnação do pequeno carro-conceito de seus dias na Daimler-Benz em Stuttgart. Ele financiou o projeto com um empréstimo do seu seguro de vida. Posteriormente a fábrica Zündapp decidiu ajudar a patrocinar o projeto, mas perdeu interesse após conseguir sucesso com suas motocicletas. Mais tarde a automotiva NSU também decidiu patrociná-lo, porém também desistiu devido aos altos custos. Depois disso, ninguém parecia interessado num projeto desse tipo, até que Adolf Hitler incluiu em sua agenda a idéia de motorizar o país, e que todo alemão deveria ter um automóvel ou um trator no futuro. Em junho de 1934, Porsche conseguiu um contrato para construir três protótipos baseados em seu desenho. Os três carros ficaram prontos no inverno de 1936. A Daimler-Benz foi contratada para construir outros 30 protótipos. Uma nova cidade, "Stadt des KdF-Wagens" próxima a Fallersleben foi fundada para sediar a fábrica. A cidade hoje se chama Wolfsburg e ainda é a sede da Volkswagen.
Mais ou menos nessa época, Porsche desenhou um carro de corridas para a Auto Union a fim de competir com os "Flechas de Prata" (Silver Arrows) da Daimler-Benz. O carro ficou conhecido pelo nome "P-Wagen" e foi tanto inovador quanto bem sucedido.
Ferdinand Porsche se envolveu com a construção da fábrica em Wolfsburg. Ele passou seus projetos de competição para o filho Ferry. Ferdinand também aceitou outros projetos do Terceiro Reich, incluindo o desenho de tanques de guerra tais como o modelo Elefant.
Após a guerra, em novembro de 1945, Porsche foi solicitado a continuar o desenho do Volkswagen na França e para deslocar a fábrica e seus equipamentos para aquele país como reparações de guerra. Diferenças de opinião dentro do governo francês e objeções da indústria automotiva francesa abortaram esta idéia antes que se iniciasse. Ferdinand Porsche, Anton Piëch e Ferry Porsche foram presos como criminosos de guerra a 15 de dezembro de 1945. Ferry foi libertado, mas Ferdinand e Anton foram mantidos numa prisão em Dijon por 20 meses sem julgamento.
Enquanto Ferdinand esteve preso, Ferry tentava manter a empresa funcionando. Um contrato com Piero Dusio foi concluído para participação em um "Grand Prix" com o modelo 360 Cisitalia. O carro nunca participou de competições, porém o dinheiro que a Porsche recebeu foi usado para libertar Ferdinand da prisão francesa.
Eles também consertavam carros, bombas d'água e guinchos. A empresa também iniciou um novo projeto, o Porsche 356, o primeiro veículo a ter a marca Porsche. A empresa se localizava em Gmünd, na época território austríaco, onde se instalaram oriundos de Stuttgart a fim de se abrigarem dos bombardeios aliados. A empresa começou a fabricar o Porsche 356 numa antiga serraria em Gmünd. Eles fabricaram 49 carros inteiramente à mão.
A família Porsche retornou a Stuttgart em 1949 sem saber como reiniciar seus negócios. Os bancos não lhes davam créditos pois as fábricas continuavam sob embargo americano e não podiam ser oferecidas em garantia. Assim Ferry Porsche pegou alguns dos veículos da série limitada do 356 feitos em Gmünd e visitou revendedores Volkswagen para levantar alguns pedidos. Ele solicitou aos compradores que pagassem o valor de um dos veículos como adiantamento. Ele substituiu assim o crédito bancário por adiantamentos de pagamento como fonte de recursos e escreveu uma carta ao diretor do banco agradecendo-o pela recusa.
A versão em série produzida em Stuttgart tinha uma carroceria de aço soldada a um chassis com plataforma tubular central ao invés da carroceria de alumínio usada na pequena série feita em Gmünd. Quando Ferry Porsche reativou a empresa, ele pensava numa produção próxima de 1500 unidades. Mais de 78.000 Porsche 356 foram fabricados nos 17 anos seguintes.
[editar] Final da vida
Porsche foi posteriormente contratado pela Volkswagen para consultoria adicional, e recebeu royalties por cada Volkswagen do Tipo I (Fusca) fabricado. Isto o deixou em situação financeira confortável, pois mais de 20 milhões de unidades do carro foram produzidas.
Em novembro de 1950, Porsche visitou a fábrica da Volkswagen em Wolfsburg pela primeira vez desde o final da Segunda Guerra Mundial. Durante a visita, conversou com o então presidente da fábrica, Heinrich Nordoff, sobre o futuro do Volkswagen Fusca, o qual já estava sendo produzido em grande escala.
Poucas semanas depois, Ferdinand Porsche sofreu um derrame, do qual não se recuperou completamente, vindo a falecer a 30 de janeiro de 1951.
Em 1996, ele foi indicado para o "International Motorsports Hall of Fame", e em 1999 recebeu o título de "Engenheiro Automotivo do Século".
[editar] Ligações externas
Escrito por joenckmattge às 01h03 PM
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Ferdinand Porsche
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
- Nota: Para outros significados de Porsche, ver Porsche (desambiguação).
Professor Doktor Ingenieur Honoris Causa (Dr. h.c. Ing.) Ferdinand Porsche (3 de setembro de 1875 – 30 de janeiro de 1951) foi um engenheiro automotivo austríaco famoso durante sua carreira pelos projetos inovadores, e famoso nos dias de hoje pelo desenvolvimento do Volkswagen Fusca. Juntamente com seu filho e equipe, foi responsável pela construção do primeiro Porsche 356 - e pela fundação da própria Porsche, por conseqüência.
Seu nome é pronunciado em alemão "PORCH-a", e não "PORCH", e parece estar relacionado ao sobrenome checo "Boreš" [boresh] (ou vice versa).
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Porsche nasceu em uma família de língua alemã na cidade de Maffersdorf (Vratislavice nad Nisou), região da Boêmia, Áustria-Hungria. Seu local de nascimento é hoje parte da cidade de Liberec, República Checa. Porsche é mais conhecido pelo desenho do primeiro Volkswagen Käfer (no Brasil conhecido como Fusca, e em Portugal como Carocha) e por suas contribuições ao projeto de tanques de guerra alemães, modelos Tiger I, Tiger II e Elefant. Adolf Hitler condecorou Porsche em 1937 com o Prêmio Nacional Alemão das Artes e Ciências, uma das raras condecorações do Terceiro Reich.
Seu filho Ferry Porsche, é o epônimo para os automóveis Porsche, os quais, de início, foram baseados em grande parte no design do Fusca/Carocha.
Desde muito jovem, Porsche demonstrou grande aptidão para trabalhos mecânicos. Ele teve aulas noturnas na Escola Técnica Imperial (atualmente um ginásio na República Checa) em Liberec, enquanto ajudava seu pai em sua loja durante o dia. Graças a uma indicação, Porsche conseguiu um emprego com Bela Egger em Viena quando tinha 18 anos. Passou a freqüentar a Universidade daquela cidade sempre que podia. Excluindo-se as aulas que teve ali, Porsche não teve nenhuma educação superior em engenharia.
[editar] Primeiros modelos
Após 5 anos de trabalho com Bela Egger, Porsche trabalhou com o fabricante de carruagens local Jakob Lohner & Co. Ele se sentira atraído pela nascente indústria automobilística, e Jakob Lohner começou a construir automóveis em 1896 sob o comando de Ludwig Lohner no subúrbio vienense de Floridsdorf.
Seu primeiro projeto, lançado em 1898, ficou conhecido como "Sistema Lohner-Porsche", uma carruagem movida por um motor de combustão interna e com um sistema de direção híbrido, composto de quatro motores elétricos montados nas rodas. Eles apresentaram o carro na Exposição Universal de 1900 em Paris. A carruagem, que atingia 56 km/h, quebrou vários recordes de velocidade na Áustria, e também venceu o rali de Exelberg em 1901, dirigida pelo próprio Porsche. Posteriormente foi melhorada com motores Daimler e Panhard, mais potentes, que lhe deram outros recordes de velocidade. Mais de 300 carruagens Lohner-Porsche foram vendidas ao público. Em 1905, Porsche foi agraciado com o Prêmio Poetting como o mais destacado engenheiro automotivo austríaco.
Em 1902, Porsche fez o serviço militar. Serviu como motorista ao arquiduque Francisco Fernando, príncipe cujo assassinato desencadearia a Primeira Guerra Mundial na década seguinte.
Em 1906 a Austro-Daimler recrutou Porsche como seu projetista chefe. O veículo mais famoso de Porsche na Austro-Daimler foi construído em 1910, e homenageava o príncipe Heinrich, irmão do Kaiser Guilherme II. Examplares deste modelo aerodinâmico com motor de 85 HP (63 kW) chegaram nos três primeiros lugares, e o modelo tornou-se mais conhecido pelo apelido "Prince Henry" e não por seu nome original, "Modell 27/80".
O principal negócio da Austro-Daimler, porém, era a fabricação de armas de guerra: caminhões, canhões motorizados e aviões. Porsche tornou-se gerente geral da empresa em 1916 e recebeu um grau honorífico de doutor, "Dr. techn h.c." da Universidade Técnica de Viena em 1917 (daí o "Dr. Ing h.c" em seu nome, que significa "Doktor Ingenieur Honoris Causa"). Porsche continuou a construir automóveis de competição com êxito, ganhando 43 de 53 corridas com o seu modelo de 1922. No ano seguinte, saiu da Austro-Daimler após divergências sobre os rumos futuros no desenvolvimento dos automóveis.
Alguns meses depois ele começou a trabalhar como diretor técnico na Daimler Motoren Gesellschaft, em Stuttgart, a qual já na época era um importante pólo automotivo. Ele recebeu outro doutorado honorário da Universidade Técnica de Sttutgart por seu trabalho na Daimler, e posteriormente um título honorário de professor. Ainda na Daimler Motoren, ele desenvolveu diversos projetos de automóveis de corrida, que dominaram as competições dos anos 1920.
Em 1926 a Daimler Motoren Gesellschaft e a Benz & Cie fundiram-se na Daimler-Benz, e seus produtos em conjunto passaram a serem conhecidos como Mercedes-Benz. O conceito de Porsche sobre um automóvel Mercedes-Benz pequeno e de baixo peso, entretanto, não teve aceitação pela diretoria da Daimler-Benz. Ele saiu da empresa em 1929 e foi para a Steyr, mas a Grande Depressão trouxe o colapso desta última e Porsche terminou desempregado.
Em abril de 1931 Porsche fundou sua própria empresa de consultoria, Dr. Ing. h.c. F. Porsche GmbH, Konstruktionen und Beratungen für Motoren und Fahrzeugbau em Stuttgart, para onde retornou. Sua equipe de trabalho incluía seu filho, Ferry Porsche (Ferdinand Anton Ernst Porsche). O primeiro projeto desta equipe foi o desenho de um carro médio para a fabricante Wanderer. Logo surgiram outros.
Escrito por joenckmattge às 01h00 PM
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